Mazzaropi: O Jeca do Brasil
Glauco Barsalini
Átomo
157 páginas
Barsalini analisa aqui as influências artísticas que levaram à construção da personagem caipira de Mazzaropi, os segredos do sucesso do Jeca e de seu criador e as relações simbólicas entre tal personagem e o universo social, econômico, político e cultural de sua época. Um anexo apresenta a filmografia (elenco/ficha técnica) do ator, produtor e diretor Mazzaropi.

Rocha que Voa
Glauber Rocha
Organização de Eryk Rocha
Aeroplano
127 páginas
O livro reproduz duas entrevistas de Glauber Rocha feitas em Cuba, em 1971, e que são o ponto de partida para o documentário "Rocha Que Voa", de Eryk Rocha. Nelas, o diretor defende assuntos ainda atuais como a coletivização da produção de imagens, a importância da aproximação dos países latino-americanos no campo cultural e político, além de analisar o papel do intelectual nestes países.

Sobre Direção de Cinema
David Mamet
Tradução de Paulo Reis
Civilização Brasileira
138 páginas
O livro baseia-se numa série de palestras que Mamet ("As Coisas Mudam") fez na escola de cinema da Universidade de Columbia, em 1987. Nele, Mamet passa toda a sua experiência de vida como diretor, roteirista e dramaturgo.

Crônicas de Cinema
Flávio Fortes D'Andrea
EdUFSCar
89 páginas
Algumas crônicas abordam diretamente filmes ("Psicose", "Deuses e Monstros", "E La Nave Va"), outras têm o cinema como pretexto para viagens subjetivas do autor.

Na Cinelândia Paulistana
Anatol Rosenfeld
Organização de Nanci Fernandes
Perspectiva
380 páginas
Compilação de artigos sobre cinema escritos pelo jornalista e crítico Rosenfeld de 1945 a 1953. Ele analisa a produção brasileira (com destaque para filmes da companhia Vera Cruz) e estrangeira do período, através de filmes como "Caiçara", "Boulevard do Crime", "Ladrões de Bicicletas", "A Montanha dos Sete Abutres", "Rasho-Mon" e "Sinhá Moça", entre dezenas de outros.

A Personagem Homossexual no Cinema Brasileiro
Antônio Moreno
EdUFF
310 páginas
Através de mais de 100 filmes o autor traça um panorama da presença homossexual no cinema brasileiro, de "Aníbal Quer Casar" (de 1923) a "Jenipapo" (de 1996). O livro faz ainda uma análise fílmica de dez filmes, entre eles, "O Menino e o Vento", "A Casa Assassinada" e "A Rainha Diaba".

A Palavra Náufraga
Antonio Gonçalves Filho
Cosac Naify
373 páginas
O livro apresenta mais de 100 reportagens e análises críticas (publicadas em diversos jornais) de vários clássicos do cinema como "Noites de Cabíria" (Fellini) e "Morte em Veneza" (Visconti), além de filmes de arte mais recentes, incluindo "O Rio"(Ming-Liang) e "Moloch" (Sokurov). Traz ainda entrevistas com o roteirista Jean-Claude Carrière, o cineasta sueco Peter Cohen ("Arquitetura da Destruição") e o diretor brasileiro Hector Babenco ("Pixote").

O Negro Brasileiro e o Cinema
João Carlos Rodrigues
Pallas
223 páginas
Análise da posição do negro na produção cinematográfica nacional, através de seus atores e diretores. O autor cita ainda os arquétipos e caricaturas mais comuns no nosso cinema - o escravo, o negão, o sambista, a mulata boazuda... - e faz um apanhado da presença negra nos filmes desde o tempo do cinema mudo até os anos 90. Inclui ainda fichas técnicas de 165 filmes e um apêndice sobre a representação do negro no cinema mundial.

O Cinema e a Invenção da Vida Moderna
Organização de Leo Charney e Vanessa R. Schwartz
Cosac Naify
567 páginas
Ensaístas como Tom Gunning e Miriam Hansen, entre outros, analisam as formas e funções do olhar e da representação típicas à vida urbana entre 1848 e 1920, examinando a questão do cinema, da fotografia e da pintura. No livro discute-se como a modernidade se constrói a partir do exercício dessas formas de percepção e de atenção em que um "regime do olhar" cinematográfico se prefigura, antes mesmo de se concretizar no aparato técnico que o consagrou.

Tristezas Não Pagam Dívidas: Cinema e Política nos Anos da Atlântida
Mônica Rugai Bastos
Olho d'Água
158 páginas
Panorama sobre o estúdio Atlântida e a sua relação com a política, a sociedade e o país das décadas de 40 e 50. As populares chanchadas são ainda analisadas através de sua estrutura, seus elementos, seus tipos, a contraposição entre cultura popular e erudita em seus roteiros, e as diferentes características de seus diretores.

À Meia-luz: Cinema e Sexualidade nos Anos 70
Paulo Menezes
34
279 páginas
"Blow-Up", "Laranja Mecânica", "Morte em Veneza", "O Último Tango em Paris", "O Império dos Sentidos" e "Blade Runner" são o foco de sete ensaios que compõe o livro. Nele, o autor traça uma linha de interpretação que procura desvendar, nas imagens destes filmes instigantes, indícios das grandes questões que, na esteira de 1968, marcariam o debate público em todo o mundo: a revolução sexual, a revolução política, a alienação social, a irrupção da violência urbana e o sexo como experiência-limite do homem.

Tela Atravessada: Ensaios Sobre Cinema e Filosofia
André Queiroz
Cejup
189 páginas
Análise de diversos filmes - "Gosto de Cereja", "Hiroshima, Mon Amour", "Na Companhia dos Homens", "O Ódio", entre outros - sob a ótica da filosofia. O livro apresenta ainda anexos na qual o autor reflete acerca dos filmes "Cronicamente Inviável", "Magnólia" e da obra de Robert Bresson.

Um Filme é Um Filme
José Lino Grünewald
Organização de Ruy Castro
Companhia Das Letras
287 páginas
Reunião de artigos do crítico de cinema carioca Grünewald publicados entre as décadas de 50 e 70 em diversos jornais. O livro apresenta um panorama do cinema dos anos 60 através de seus diretores - Godard, Kubrick, Truffaut, Fellini, Resnais, Bergman, etc - e os filmes-chaves da década - "Acossado", "O Ano Passado em Marienbad", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "2001: Uma Odisséia no Espaço", "Jules et Jim" ...

O Mundo de Disney
Álvaro de Moya
Geração Editorial
135 páginas
Moya, uma das maiores autoridades mundiais em história em quadrinhos e desenhos animados, faz nesta obra - fartamente ilustrada em cores - uma análise do universo de Walt Disney - sua vida, sua arte e seu império.

Em Torno da Nouvelle Vague Japonesa
Lúcia Nagib
Editora da UNICAMP
183 páginas
A autora analisa o "cinema de autor" japonês da década de 60 e entrevista seus principais diretores: Oshima, Imamura, Hani, Shinoda, Yoshida, Suzuki e Teshigahara. Inclui ainda dados biográficos e filmografia dos diretores entrevistados.

Cinema e Antropologia
Claudine de France
Tradução de Március Freire, Isabel Pagano e Maria Francisca Marcello
Editora da UNICAMP
435 páginas
A autora expõe neste livro os fundamentos, os princípios e as estratégias daquilo que se chama de "antropologia fílmica" e as principais características do filme etnográfico.

Guerra de Canudos: o Filme
Nilza Rezende
SENAC
160 páginas
Os bastidores e a história do filme dirigido por Sérgio Rezende, desde a sua concepção até a finalização em Nova York, passando pelas filmagens na caatinga. Fartamente ilustrado com fotos de cenas e da produção, o livro apresenta depoimentos do diretor, dos atores e da equipe técnica. Inclui ainda um disquete com o roteiro do filme.

O Cinema Operário na República de Weimar
Ilma Esperança
Esitora da UNESP
174 páginas
Os filmes alemães ligados aos partidos políticos, em especial ao Partido Comunista, às vésperas da tomada de poder pelos nazistas na década de 30, são o objeto de estudo deste livro. Dentre estes filmes, dois recebem uma análise extensa: "A Viagem de Mãe Krause Para a Felicidade", de Phil Jutzi, e "Kuhle Wampe", dirigido por S. Dudow e com roteiro de Bertold Brecht.

O Último Jornalista: Imagens de Cinema
Stella Senra
Estação Liberdade
211 páginas
Ensaios sobre o mundo do jornalismo no cinema, analisando obras clássicas de René Clair, Fritz Lang, Michelangelo Antonioni e Billy Wilder, entre outros, e relacionando-as a temas como "A vocação jornalística", "O jornalista e a cidade" e "O tempo do jornalista".

O Outro Lado da Noite: Filme Noir
A. C. Gomes de Mattos
Rocco
255 páginas
Panorama sobre o film noir americano com uma análise sobre suas fontes (filmes expressionistas alemães, romances policiais, etc), elementos (personagens, temas, estrutura narrativa, estilo visual, etc) e seus principais filmes ("Relíquia Macabra", "Pacto de Sangue", "Laura", etc). Apresenta ainda sinopses e resumos de 151 filmes.

Cinema e História: José Julianelli e Alfredo Baumgarten, Pioneiros do Cinema Catarinense
Zeca Pires
EDIFURB
249 páginas
Resgate da vida e dos filmes de dois pioneiros do cinema catarinense. O livro apresenta ainda uma análise comparativa entre a obra dos dois, incluindo suas diferenças, aproximações e influências. Em anexo, uma ampla catalogação dos filmes dos diretores, com detalhes dos planos.

Criando Kane e Outros Ensaios
Pauline Kael
Tradução de Marcos Santarrita
Record
362 páginas
Onze ensaios da conhecida crítica americana de cinema. Neles, Kael defende o prazer puro de assistir a um filme e a liberdade de "desfrutar o lixo sem fingir que é arte", disseca a indústria cinematográfica americana e as relações entre cinema e televisão, pensa sobre o futuro do cinema e se pergunta o porquê da má qualidade dos filmes nos anos 80. Ela ainda destaca a importância do trabalho do roteirista de cinema (no caso, Herman Mankievicz, de "Cidadão Kane") , reagindo ao endeusamento do diretor como único responsável pela concepção do filme.

Afinal, Quem Faz os Filmes
Peter Bogdanovich
Tradução de Henrique W. Leão
Companhia das Letras
978 páginas
Entrevistas inéditas feitas com dezesseis grandes diretores de Hollywood, que revelam curiosidades sobre os bastidores do cinema americano e o seus processos de criação. Nesses encontros com pioneiros como Allan Dwan e Raoul Walsh, célebres imigrantes europeus como Fritz Lang e Alfred Hitchcock, inovadores dos filme B como Edgar Ulmer e Joseph Lewis, clássicos como Howard Hawks e George Cukor, mestres da comédia como Leo McCarey e Frank Tashlin, e até um gênio do desenho animado como Chuck Jones, Bogdanovich (cineasta de "A Última Sessão de Cinema") refaz a história da arte e da indústria pelos olhos e experiências de seus protagonistas.

Artes e Manhas da Embrafilme
Tunico Amancio
EDUFF
179 páginas
O livro resgata a história da Embrafilme - a empresa brasileira de filmes do Governo - e seus processos de criação, desenvolvimento e declínio (ela acabaria extinta em 1990 pelo governo Collor). Também analisa o programa de produção estatal e a estrutura organizacional da empresa. Inclui ainda um apêndice com lista dos filmes financiados e co-produzidos pela Embrafilme.

Mário Peixoto - Escritos Sobre Cinema
Saulo Pereira de Mello
Aeroplano
206 páginas
Reunião de quatro artigos raros escritos pelo diretor de "Limite" e organizados pelo pesquisador Saulo Pereira de Mello. "Um filme da América do Sul", que durante anos teve sua autoria atribuída a Serguei Eisenstein, é um deles. Mello faz ainda uma detalhada análise sobre os artigos.

Limite
Saulo Pereira de Mello
Rocco
113 páginas
O importante filme de Mário Peixoto é analisado aqui através de dois artigos já publicados pelo autor - "Metamorfoses do Visível" e "Insólita Organização de Imagens"- e mais dois inéditos - "Antes de Limite" e "Depois de Limite".

Cidadão Kane
Laura Mulvey
Tradução de José Laurenio de Melo
Rocco
113 páginas
Considerado o melhor filme de todos os tempos por alguns críticos, "Cidadão Kane" é dissecado aqui por Mulvey, que relata a história da produção do filme e analisa os detalhes técnicos. Inclui ainda uma declaração de Orson Welles à imprensa, sobre os rumores de que o filme se baseava na vida de William Randolph Hearst.

Deus e o Diabo na Terra do Sol
José Carlos Avellar
Rocco
118 páginas
O clássico filme de Glauber Rocha é analisado neste livro pelo crítico de cinema Avellar. Profissionais que participaram da produção dão seus depoimentos, além do próprio Glauber.

Rocco e Seus Irmãos
Sam Rohdie
Tradução de Elianne Ivo Barroso
Rocco
103 páginas
O estudo de Rohdie, sobre a versão restaurada e completa do filme dirigido em 1960 por Luchino Visconti, faz justiça a uma das maiores obras-primas do cinema italiano. Neste épico da vida urbana moderna, Visconti conta a história de uma família de camponeses arrancada de sua aldeia no sul da Itália e compelida a lutar pela sobrevivência na industrial Milão

Cantando na Chuva
Peter Wollen
Tradução de Jorge Wanderley
Rocco
92 páginas
Wollen mostra como o ator e diretor Gene Kelly reuniu de forma magistral os elementos de dança e música no corpo da narrativa, e combinou duas tradições distintas dentro da dança americana, o sapateado e o balé. O livro analisa ainda a carreira de Kelly em Hollywood.

Hitchcock por Hitchcock
Organização de Sidney Gottlieb
Tradução de Vera Lúcia Sodré
Imago
369 páginas
Coletânea de textos (artigos, ensaios, introduções a livros, conferências) e entrevistas do "mestre do suspense" Alfred Hitchcock . O livro revela, entre outras coisas, o interesse de Hitchcok pela iluminação e mise-en-scène, o seu método de produção, e suas apreciações sobre atores/atrizes e o sistema de estrelato, além de comentários sobre os vários filmes que realizou.


Pré-cinemas e Pós-cinemas
Arlindo Machado
Papirus
303 páginas
Quanto mais os historiadores se debruçam sobre as origens do cinema, na tentativa de desenterrar o primeiro ancestral do moderno espetáculo audiovisual, mais são remetidos para trás, até os mitos e ritos dos primórdios. Quando terá começado o cinema? Pode-se dizer que o cinema acaba em algum momento?

Passado Imperfeito
Organização de Mark C. Carnes
Tradução de José Guilherme Correa
Record
320 páginas
Em 1915, com o lançamento de "Nascimento de uma Nação", de D. W. Griffith, consolidou-se o casamento entre o cinema e a História. Neste livro (ilustrado com mais de 400 fotos, mapas e imagens de época), autores renomados como Gore Vidal e Robert Darnton investigam a relação entre as produções cinematográficas e o registro histórico, através de sessenta filmes. De "Os Dez Mandamentos" até "Nixon".

Folha Conta 100 Anos de Cinema
Organização de Amir Labaki
Imago
240 páginas
Reunião dos 44 melhores ensaios sobre cinema publicados no jornal "Folha de São Paulo". A lista dos autores desta coletânea inclui nomes como Glauber Rocha, Leon Cakoff e Ruy Castro, além de diversos articulistas e colaboradores do jornal. Lumiére, "Casablanca", Chaplin, "Cidadão Kane", John Ford, , "Taxi Driver", Antonioni, Win Wenders e cinema independente americano são apenas alguns dos assuntos abordados neste livro. Ressaltam-se também as entrevistas exclusivas com Almodóvar, Kieslowski e Fritz Lang.

Psicanálise na Tela
Patrick Lacoste
Tradução de Clóvis Marques
Jorge Zahar
212 páginas
A história das relações entre o cinema e a psicanálise, vista a partir do filme alemão "Segredos de Uma Alma" (1926), de Georg Willhelm Pabst (o primeiro filme psicanalítico "oficial").

Cinema em Azul Branco e Vermelho: A Trilogia de Kieslowski
Andréa França
7 Letras
125 páginas
Uma análise sobre a trilogia de filmes "A Liberdade é Azul", "A Igualdade é Branca" e "A Fraternidade é Vermelha", do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski. Inclui sinopse dos filmes e filmografia do diretor.

Geração Paissandu
Rogério Durst
Relume Dumará
98 páginas
Durst conta histórias do folclore da geração Paissandu, que se reunia na década de 60 no cinema carioca para cultuar filmes cults da época. Cita as dificuldades dos anos 70 que transformaram o cinema em Studio Paissandu, Paissandu Nostalgia e Estação Paissandu. E comenta também os dez filmes preferidos pela geração Paissandu ("A chinesa", "Deus e o diabo na terra do sol", entre outros), dedicando ainda um capítulo a Jean-Luc Godard, o cineasta favorito da moçada.

Cinema Como Prática Social
Graeme Turner
Tradução de Mauro Silva
Summus Editorial
174 páginas
Turner analisa o cinema como entretenimento, estudando os aspectos sócios-culturais envolvidos na sua produção e consumo, bem como a função psicossocial que preenche. Enfim, examina o cinema como agente cultural, através de uma pluralidade de conceitos das ciências humanas e sociais, tais como os da representação, estruturalismo, língua e fala, ideologia, etc.

A Vida Clara: Linguagens e Realidade Segundo Pasolini
Michel Lahud
Editora da Unicamp/Companhia das Letras
151 páginas
O filósofo Lahud dá conta de todas as facetas (filosofia, poesia, teatro, cinema, política) da obra complexa de Pier Paolo Pasolini e nos coloca no coração do pensamento e da vida do diretor italiano.

Dialética do Espectador
Tomás Gutiérrez Alea
Tradução de Itoby Alves Correa Jr.
Summus Editorial
125 páginas
Seis ensaios do cineasta cubano Alea (de "Memórias do Subdesenvolvimento"), nos quais ele teoriza sobre os aspectos essenciais da prática cinematográfica. "O Espectador Contemplativo e o Espectador Ativo" , "Alienação e Desalienação" e "Eisenstein e Brecht", são alguns deles.



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