Miguel Vasconcellos


DJ, produtor e jornalista, iniciei minhas atividades programando vídeos de rock e pop no Museu da Imagem e do Som (centro do Rio) no final do ano de 86. Paralelamente, lancei um dos primeiros fanzines em off-set, o Curto-Circuito. No ano seguinte, a equipe de produção de vídeo se muda para a Casa de Cultura Laura Alvim (Ipanema), onde expande o seu público.

Em 88, trabalhei como produtor musical e programador na extinta rádio-rock Fluminense FM. Ainda no meio de 88, fiz a minha estréia nas pick-ups no saudoso night-club Crepúsculo de Cubatão, em Copacabana. No começo, minhas festas tinham um repertório mais rock'n'roll, que, com o passar do tempo, foi se modificando. Já como DJ residente (quartas/quintas/sextas), alguns meses depois, este repertório era composto basicamente por acid house, house e electronic body music (EBM).

Após a gratificante experiência no Cubatão, discotequei em diversas casas noturnas do Rio e Niterói, como Pick-Up, Aquarius, He-Man, Vollúpya, Acrópole e Madame Kaos (todas, com exceção da primeira, em Niterói), com um set que misturava house e garage, sempre procurando mostrar as novidades do eixo Nova York e Londres. Realizei também festas em diversas boates como o Latino, a Rave e o Cha Cha Cha (São Paulo) e a Dr. Smith e a Zoom (Rio). Discotequei ainda na paid-party Extravaganza (Niterói/vários locais) e outras festas como a do quiosque Rainbow (Rio/Fundição Progresso) e as do B.U.M. (Brazilian Underground Music).

Formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), trabalhei em diversos jornais e revistas escrevendo sobre música, entre eles Rádio X, "Jornal de Icaraí", Niterói Revista e &Ent. Fiz ainda um estágio de dois anos na agência de notícias Carta Z, onde trabalhei como repórter e redator no caderno de televisão "TV Press". Formado ainda em cinema, também pela UFF, trabalhei como assistente de som, em diversos curtas-metragens produzidos pela universidade, entre eles, Laura e Luís e O Metro Quadrado.

De 95 a 96 trabalhei como gerente internacional na área de dance music da gravadora Natasha. Nela lancei diversas coletâneas de house/garage (Garage Club Hits, Freshenup, House Nation e Roller Dance Party), eurohouse (100% Eurodance) e jungle (Jungle Music e Jungle Renegades), além do álbum de estréia do top DJ Laurent Garnier, "Shot In The Dark". Na ocasião tive a oportunidade de viajar para Londres, Miami e Nova York, onde estabeleci contato com dezenas de gravadoras independentes de dance, aumentando minha experiência e conhecimento musical (além, é claro, minha coleção de discos de vinil!).



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